Você sente falta de ar durante o sono?

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Se você tem dificuldades de dormir durante a noite, saiba que não está sozinho. Segundo uma pesquisa do Ibope, pelo menos 65% dos brasileiros enfrentam algum tipo de distúrbio do sono. Uma das ocorrências mais comuns é acordar de noite com falta de ar. É assim com você?

Se for, então é importante procurar um profissional de saúde especializado na Medicina do Sono. Isso porque existem várias explicações possíveis para a falta de ar durante o sono e somente um profissional especializado pode fazer um diagnóstico preciso para o seu caso.

Uma das explicações mais comuns para a falta de ar ao dormir é a Apneia do Sono (ou Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, no termo técnico). Um estudo estimou que quase 1 bilhão de pessoas no mundo inteiro sofrem dessa condição, com o Brasil sendo o 3º país com mais casos.

Quer entender como a Apneia pode explicar a sua falta de ar durante o sono, entender quais são os seus riscos e possíveis opções de tratamento? Então siga a leitura do artigo abaixo com atenção!

O que é a Apneia do Sono?

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma condição em que o fluxo de ar da respiração é interrompido frequentemente durante o sono, causando a redução do nível de oxigênio no sangue e, claro, a falta de ar. Em outras palavras, ela consiste em parar de respirar enquanto dorme.

Desde o momento em que o cérebro detecta o sangue com pouco oxigênio, o que pode levar alguns segundos, ele emite diversos alertas que “forçam” a pessoa a acordar. Como isso pode acontecer dezenas ou até centenas de vezes durante a noite (mesmo que o indivíduo não perceba), fica praticamente impossível ter um ciclo do sono completo.

Como a Apneia explica a falta de ar durante o sono?

Para entender como a falta de ar durante o sono acontece nos casos de Apneia, precisamos compreender o que acontece com nosso corpo enquanto estamos dormindo.

O sono não é um processo uniforme. Ele é composto por diferentes estágios que se alternam durante a noite, formando um ciclo. Normalmente, passamos em média por algo entre 4 a 6 ciclos do sono completos por noite, com duração ao redor de 90 minutos cada.

Durante esses vários estágios do sono, nosso corpo passa por muitas mudanças fisiológicas. As principais para entendermos a Apneia do Sono são as alterações no tônus muscular.

Os nossos músculos vão relaxando progressivamente conforme passamos entre os três estágios do NREM (Não-REM), responsável por 75% do nosso ciclo do sono (os outros 25% são do REM, tipo de sono em que os sonhos acontecem). Quando isso ocorre, é normal que os músculos da faringe e da língua relaxem. No entanto, se esses músculos relaxarem demais, eles podem obstruir total ou parcialmente a traqueia e evitar que o fluxo de ar passe. É neste momento em que o sangue fica pobre em oxigênio (já que a pessoa não está respirando adequadamente) e o cérebro envia o alerta para acordar.

Como o ciclo do sono é formado?

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Estágio 1 – Tipo de Sono NREM – duração: de 1 a 5 minutos em média.

É quando começamos a cair no sono. O corpo ainda não está totalmente relaxado e a atividade cerebral começa a diminuir.

Estágio 2 – Tipo de Sono NREM – duração: de 10 a 60 minutos em média.

A temperatura do corpo começa a cair, os músculos relaxam mais e há uma redução no ritmo cardíaco e de respiração. O movimento dos olhos são interrompidos e a atividade cerebral desacelera ainda mais, mas conta com repentinos aumentos de movimento.

Estágio 3 – Tipo de Sono NREM – duração: 20 a 40 minutos em média.

É o estágio do sono profundo. A musculatura relaxa ainda mais e os ritmos cardíaco e respiratório caem novamente. É o estágio responsável pela recuperação e crescimento do corpo.

Estágio 4 – Tipo de Sono REM – duração: de 10 a 60 minutos em média.

O corpo experiencia a atonia (paralisia temporária dos músculos, com exceção dos olhos e dos músculos da respiração). Os olhos se movimentam rapidamente (daí o nome Movimento Rápido dos Olhos) e a atividade cerebral fica próxima de quando estamos acordados. É o estágio em que sonhamos.

Fonte: SleepFoundation (https://www.sleepfoundation.org/how-sleep-works/stages-of-sleep).

Normalmente, esse processo pode acontecer várias vezes durante a noite. Nos casos mais graves de Apneia do Sono, a pessoa pode ficar sem respirar centenas de vezes durante seu ciclo do sono. Como esse despertar é muito sutil, é possível que o paciente sequer perceba que aconteceu.

Um dos principais sintomas da Apneia é o ronco. Sim, roncar é sinal de que a musculatura da faringe está fragilizada. Quando o ar passa pela faringe, ela vibra e faz o barulho tradicional do ronco. Não significa que a pessoa tenha Apneia, mas mostra que há as condições para isso.

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Quais os riscos e consequências?

Se você sente falta de ar durante o sono, a causa pode ser a Apneia. Por isso, é importante diagnosticar a condição quanto antes, já que existem muitos riscos envolvidos.

A consequência mais simples e óbvia da falta de ar durante o sono é a incapacidade de descansar adequadamente ao dormir. O sono tem uma função restauradora muito significativa em nosso dia a dia. Se não conseguimos descansar direito ao dormir, podemos desenvolver sintomas como:

  • irritabilidade e alterações no humor (os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, aumentam em nosso corpo);
  • dificuldade de raciocínio e perda de memória (como o cérebro não descansa direito, a atividade intelectual fica comprometida);
  • risco de acidentes (por não dormir direito a noite, a pessoa pode ficar com muito sono durante o dia e causar acidentes de trânsito, derrubar objetos e outros);
  • imunidade baixa (há menor produção de anticorpos no organismo);
  • ansiedade e depressão (acontecem quando o cérebro não consegue alcançar o estágio REM durante a noite);
  • mudança de apetite (existe menor secreção da Leptina, hormônio da saciedade, o que faz com que tenhamos um consumo maior de comida).

E essas são as consequências mais “leves” da falta de ar durante o sono. Existem também problemas bem mais sérios que podem ocorrer. A começar pelo maior risco de desenvolvimento de problemas cardíacos.

Quando não conseguimos respirar direito durante a noite, nosso sangue fica com níveis flutuantes de oxigênio. Ora temos o suficiente, ora não. Isso facilita a formação de placas nas nossas artérias, o que pode aumentar os riscos de doenças cardiovasculares, hipertensão e até derrame. Há, em casos mais raros, o risco de morte súbita durante o sono por parada cardíaca.

A Apneia do Sono também está ligada a maiores chances de desenvolvimento da diabetes tipo 2. A explicação é que a falta de ar durante o sono afeta a metabolização da glicose no organismo, o que promove maior resistência à insulina.

Quais são as opções de tratamento para a Apneia?

Deu para ver que a falta de ar durante o sono é uma questão séria, não é mesmo? Por isso, é vital procurar um dentista especializado na Odontologia do Sono para analisar a questão e diagnosticar o problema adequadamente.

O exame que detecta a Apneia do Sono se chama Polissonografia e é realizado com o uso de sensores na pele do paciente durante uma noite de sono. Esses sensores captam e registram as ondas cerebrais, o nível de oxigênio no sangue, frequência respiratória e cardíaca e os movimentos de olhos e pernas durante a noite. Com todos esses dados, é possível diagnosticar a situação e partir para o melhor tratamento.

Normalmente, a solução mais comum para a Apneia do Sono é o CPAP. Esse equipamento produz um fluxo de ar constante através de uma máscara para criar uma pressão contínua nas vias aéreas que impede que a traqueia se feche. Há, entretanto, pontos negativos com o uso do equipamento:

  • ela não trata a origem do problema, mas apenas seus sintomas;
  • o equipamento causa desconforto nos pacientes;
  • o aparelho faz um barulho significativo durante a noite, o que atrapalha o sono do usuário e outras pessoas que durmam no mesmo quarto.

Outra solução para a Apneia do Sono e a falta de ar durante o sono é a Odontologia Miofuncional. Ela consiste em trabalhar os músculos orofaciais, incluindo a língua, para eles terem mais resistência e força, não obstruindo a traqueia durante a noite. Além disso, a Odontologia Miofuncional ajuda as pessoas a não respirarem tanto pela boca, o que fragiliza a musculatura da faringe e da língua, fazendo com que seja mais comum que elas caiam sobre a traqueia durante o sono.

Essa solução já foi comprovada por vários estudos, levando à redução significativa da gravidade e dos sintomas da apneia.

Um dos principais nomes da Odontologia Miofuncional em todo o mundo é a Myobrace®, uma marca subsidiária da Myofunctional Research Co., fundada em 1989 na Austrália, e que desenvolve estudos, aparelhos e exercícios nesse campo há muitos anos. 

Seus Sistemas de Tratamento e exercícios são muito usados por dentistas para ajudar crianças a desenvolverem melhor os seus músculos orofaciais, mas também para adultos que precisam corrigir hábitos negativos ou fortalecer a musculatura orofacial para enfrentar problemas justamente como o do ronco ou da Apneia do Sono.

Agora que você já entendeu o que pode causar a falta de ar durante o sono, é hora de procurar por um profissional especializado no assunto para passar o diagnóstico correto e, então, iniciar o tratamento adequado para o seu caso.

Quer acompanhar mais dicas para combater o ronco, a falta de ar e melhorar a qualidade do seu sono? Então conheça agora mesmo o Sistema Myobrace que podem ser usados no tratamento da Apneia do Sono!

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