Se você respira pela boca e conhece os malefícios desse hábito, já deve ter se perguntado se, afinal, a respiração bucal tem tratamento.
Estamos aqui para te dar uma resposta. Sim, é possível tratar a respiração bucal! Esse mau hábito pode ser eliminado para que você consiga recuperar sua qualidade de vida e evitar uma série de desconfortos e problemas de saúde.
Para entender melhor o que é respiração bucal e descobrir qual é a melhor opção de tratamento, siga lendo este artigo!
Entenda a Síndrome do Respirador Bucal
A Síndrome do Respirador Bucal (SRB) ocorre quando a respiração é feita, na maior parte do tempo, pela boca. Muitas pessoas ainda não compreendem porque essa prática é tão prejudicial, mas é fato que ela pode trazer muitos malefícios e até problemas graves de saúde.
É importante salientar que a respiração correta é feita pelo nariz, propiciando a filtragem do ar para eliminar bactérias antes que cheguem aos pulmões. Essa filtragem reduz as chances de desenvolvimento de asma, rinite e outras infecções respiratórias. Da mesma forma, o aquecimento do ar antes de chegar aos pulmões melhora a absorção do oxigênio.
Além disso, respirar pelo nariz estimula o crescimento ideal do complexo crânio-cérvico-mandibular e o tônus da musculatura facial.
Por outro lado, quando há respiração bucal, esse processo ocorre de forma diferente.
Primeiramente, o ar inspirado não passa pelo processo de filtração das vias nasais. Assim, pode acabar levando germes e bactérias para os pulmões, favorecendo o desenvolvimento de infecções (como asma, rinite e sinusite) e o surgimento de obstruções nas vias aéreas.
O respirador bucal precisa manter a boca aberta por uma boa parte do tempo, o que interfere na postura de todo o complexo crânio-cérvico-mandibular. É bastante comum que o respirador bucal tenha uma face mais alongada e estreita, não conseguindo manter os lábios se tocando com a boca fechada.
Isso também interfere na arcada dentária, o que pode resultar em desalinhamento dos dentes, condição também conhecida como maloclusão. Há vários tipos de maloclusões, como a sobremordida e a mordida aberta. Também pode ocorrer o apinhamento dentário, quando os dentes, por falta de espaço, ficam “uns por cima dos outros”.
As maloclusões vão além da questão estética, que pode influenciar na autoestima e trazer sofrimento para o paciente; elas podem piorar também dificuldades de socialização. Interferem na mastigação e até na fala, trazendo grandes desconfortos.
Outra consequência da respiração bucal pode ser a apneia do sono, condição na qual a respiração é pausada por algum tempo enquanto dormimos. A apneia irá surgir quando, além de respiração bucal, há pouco tônus muscular. Essa é uma doença bastante grave e pode aumentar os riscos de doenças cardiovasculares e AVC.
Por fim, a passagem constante de ar pode deixar a boca ressecada, o que causa uma descamação das células e um aumento das bactérias que se alimentam desse resíduo celular. Assim, levando ao desenvolvimento de halitose (mau hálito).
Esse ressecamento também pode levar ao bruxismo, pois, na tentativa de estimular a salivação, os dentes são friccionados repetidamente. O bruxismo, além de atrapalhar o sono e causar cansaço diurno, pode danificar e até quebrar os dentes.
Sabendo disso, podemos concluir que a respiração bucal, apesar de parecer um simples hábito para algumas pessoas, pode trazer muitas consequências e malefícios à saúde e deve ser evitada a todo custo.
Separamos alguns sinais comuns para ajudá-lo a identificar a respiração bucal.
Respirador bucal: características
- Boca constantemente aberta;
- Manchas brancas nos dentes;
- Ocorrência frequente de gengivite;
- Ronco;
- Engasgos;
- Necessidade de pausar a fala ou alimentação para puxar o ar;
- Face alongada e estreita;
- Olheiras;
- Dores no pescoço e nas costas;
- Boca muito seca;
- Mau hálito;
- Acordar à noite com engasgos, falta de ar, ronco ou tosse seca;
- Distração e sonolência durante o dia;
- Dentes desalinhados;
- Dores de cabeça frequentes.
Tratamento para respiração bucal
Agora que você já sabe o que é respiração bucal e conhece suas características, chegou a hora de descobrir como é feito o tratamento.
Antes de tudo, é muito importante procurar um cirurgião dentista. Ele irá identificar a ocorrência da respiração bucal e apresentar as alternativas de tratamento para o seu caso.
Salientamos, porém, que muitas vezes a respiração bucal é apenas um hábito. Nesses casos, não basta apenas tratar os sintomas, mas acabar de vez com esse hábito para alcançar a qualidade de vida.
A Odontologia Miofuncional irá trabalhar justamente na mudança desses hábitos e no desenvolvimento correto da musculatura orofacial. Ao acabar com a respiração bucal, pode-se evitar e reverter suas consequências de forma definitiva, sem que os problemas ressurjam depois de algum tempo.
Um dos maiores representantes da Odontologia Miofuncional é o Sistema Myobrace®. Aliando o uso de aparelhos intraorais e de exercícios miofuncionais, é possível promover o desenvolvimento ideal da musculatura orofacial e acabar com maus hábitos miofuncionais — como a respiração bucal.
Somente com a eliminação do mau hábito de respirar pela boca é possível acabar definitivamente com as suas consequências, como as maloclusões, o ronco e a dificuldade para deglutir.
Esse hábito pode ser diminuído pouco a pouco com os exercícios miofuncionais, que são ensinados pelo cirurgião dentista e repetidos pelo paciente. Com o tempo, o mau hábito será substituído por práticas positivas, acabando com a Síndrome do Respirador Bucal.
Os aparelhos intraorais são utilizados para reeducar e devolver tônus à musculatura orofacial, estimulando os hábitos miofuncionais corretos. Ao corrigir os maus hábitos, compensações feitas pelo corpo para liberar o fluxo do ar da respiração oral (como a projeção anteriorizada de cabeça) são naturalmente corrigidas. Isso ocorre porque não há mais a necessidade de aumentar a passagem de ar, o que melhora o posicionamento e desenvolvimento do complexo crânio-cérvico-mandibular.
Uma das maiores vantagens do Sistema Myobrace® em relação aos tratamentos ortodônticos tradicionais é que os aparelhos intraorais não são fixos, nem possuem bráquetes ou partes metálicas. Os aparelhos intraorais são produzidos em material flexível, tornando seu uso bastante confortável, podendo ser inclusive usados de maneira associada a tratamentos fixos.
Esses aparelhos intraorais são utilizados por apenas 1h por dia e durante o sono. Seu uso é bastante prático, o que traz uma alta taxa de adesão inclusive entre as crianças.
O Sistema Myobrace® pode ser usado por pessoas de todas as idades e possui linhas específicas para crianças com dentes de leite (Sistema Myobrace® for Juniors), crianças com dentição mista (Sistema Myobrace® for Kids), adolescentes (Sistema Myobrace® for Teens) e adultos (Sistema Myobrace® for Adults). E, além disso, podem ser utilizados por pacientes que já fazem uso de bráquetes e alinhadores invisíveis (Sistema Myobrace® for Braces).
O uso dos aparelhos, quando aliado à prática dos exercícios recomendados pelo cirurgião dentista especialista em Odontologia Miofuncional, é capaz de eliminar o hábito da respiração bucal e restabelecer a qualidade de vida.








